Uma Janela Para O Lago

Autor desconhecido.

Adaptado por José Antonio Bernar.

Haviam, certa vez, dois homens seriamente doentes em um quarto de hospital. O cômodo era muito pequeno e com apenas uma janela.

Como parte de seu tratamento, um dos homens se sentava por, pelo menos, uma hora por dia, para que houvesse drenagem dos seus fluidos. Diferentemente do outro paciente que tinha que ficar o tempo todo de barriga pra cima.

O homem quando se sentava, se punha a descrever a paisagem que via pela pequenina janela, para que o outro também pudesse apreciar os acontecimentos. Ele falava do parque que havia defronte ao quarto, com patos ebelos cisnes para os quais as crianças atiravam migalhas. Dizia que as crianças colocavam lindos barquinhos à navegar com os patos.

Jovens namorados caminhavam de mãos dadas por entre as frondosas árvores e que, às vezes, as bolas de futebol corriam através das flores com uma criança à sua perseguição.

Esse lindo bosque tinha os prédios mais altos da cidade para admirá-los ao longe.

O homem deitado ouvia tudo atentamente e ficava imaginando uma tal criança que quase caiu no lago etambém sobre as meninas eseus vestidinhos estampados, tal como o primeiro homem lhe descrevia com detalhes.

Numa manhã fria, o primeiro paciente tossiu eranhetou, mas não quis saber de acordar. Mais tarde constatou-se que havia falecido.

O outro homem então, não perdeu tempo epediu para trocar de cama para que pudesse ficar ao lado da janela.

Logo que as enfermeiras saíram, esforçou-se para ver de uma vez o maravilhoso parque tão bem retratado pelo falecido.

Infelizmente, para seu desespero, havia apenas um muro para o qual dava a janela, não se podendo ver nada mais.

Moral Da História

Nossos olhos são apenas a ferramenta da nossa visão, mas as cores eas formas estão dentro de nós.

Se nos acostumarmos a vermos apenas quadrados, é isso que identificaremos mais rapidamente ao olharmos. Assim, as árvores parecerão quadradas eaté o sol parecerá mais quadrado.

Para que possamos ver as cores da vida não bastam os olhos, é preciso ver também com o coração.

Extraído da palestra do Eng. Fernando Valente realizada em 17 de outubro de 2014.